As eleições concluíram‑se com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência da República e de Eduardo Riedel ao governo de Mato Grosso do Sul, conforme os resultados oficiais das urnas.
O triunfo não autoriza arrogância, assim como a derrota não justifica intolerância ou a recusa em reconhecer a vontade popular. Vencer exige responsabilidade fiscal e a exigência de provas, enquanto perder demanda vigilância e respeito ao processo democrático.
Cooperação entre governos
Para o governador Riedel, o diálogo com Brasília será decisivo. Projetos como a retomada da Unidade de Fiscalização de Navegação (UFN3), o financiamento do programa Rodar MS, a expansão da Malha Oeste e a construção da hidrovia do Paraguai dependem de articulação entre os dois níveis de governo, mesmo que pertençam a campos políticos distintos.
Lula, por sua vez, terá de governar também para quem não o escolheu, o que requer equipe qualificada, responsabilidade nas contas públicas e capacidade de construir consensos amplos. O presidente enfatiza que o crescimento econômico deve melhorar a vida da população em todo o país.
A democracia, segundo o texto, não pertence a partidos ou líderes, mas ao povo. Governantes recebem uma missão temporária de quem paga impostos e sustenta o Estado, devendo, portanto, priorizar o interesse coletivo acima de ambições pessoais.
Com a disputa encerrada, o convite é para que a agenda pública seja comum, com menos ódio e mais trabalho. O próximo passo será a definição de cronogramas para os projetos citados, bem como a consolidação de mecanismos de acompanhamento que garantam transparência e eficácia na execução das políticas.







