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Procon orienta: loja pode cobrar mais no cartão que no Pix

O Procon de Três Lagoas esclareceu as regras sobre a cobrança de preços diferentes conforme a forma de pagamento. Com o aumento do uso do Pix e dos cartões, estabelecimentos podem variar os valores, desde que cumpram a legislação.

A prática é permitida pela Lei Federal nº 13.455/2017. Ela autoriza a diferenciação de preços baseada no instrumento de pagamento e no prazo da transação. Assim, o comerciante pode oferecer desconto para pagamentos em dinheiro ou Pix.

Um exemplo prático ilustra a regra. Um produto pode custar R$ 90 no Pix ou em dinheiro. O mesmo item pode ser vendido por R$ 95 no débito e R$ 100 no crédito. A lei também aceita diferenças em compras parceladas, se as condições forem informadas antes.

Exigência de transparência

Apesar da autorização legal, os estabelecimentos devem respeitar o direito à informação. O Código de Defesa do Consumidor exige que preços e condições sejam claros e visíveis antes da conclusão da compra.

O lojista não pode anunciar um valor e cobrar outro no caixa sem aviso prévio. As condições de cada modalidade de pagamento precisam ser acessíveis ao cliente. A chamada taxa da maquininha segue essas mesmas regras de diferenciação e informação.

O consumidor não deve ser surpreendido com cobranças não informadas. A transparência é obrigatória para evitar abusos no comércio local.

Desconto não é obrigatório

O Procon reforça que a legislação permite, mas não obriga, descontos para pagamentos à vista. Cada estabelecimento decide se aplicará preços distintos ou manterá o mesmo valor para todas as formas de pagamento.

Para evitar problemas, a orientação é conferir os preços antes de finalizar a compra. Guardar notas fiscais, recibos, fotos de ofertas e conversas ajuda a comprovar divergências. Esses documentos são essenciais em caso de disputa.

Se o valor cobrado diferir do anunciado ou faltar clareza nas condições, o consumidor pode procurar o Procon de Três Lagoas. O órgão oferece orientações e registra reclamações. A atuação visa assegurar o cumprimento da legislação e proteger os direitos dos consumidores na região.

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