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SuperAmas 2026 encerra com novidades e expectativa de superar R$ 70 milhões em negócios

SuperAmas 2026 reúne supermercadistas, fornecedores e empresas do varejo no BosqueExpo em Campo Grande. - Foto: Fernando de Carvalho

Na quinta‑feira (17), a SuperAmas 2026 chegou ao último dia de programação em Campo Grande, com cerca de 50 expositores que representam supermercadistas, fornecedores e empresas de diferentes segmentos do varejo de Mato Grosso do Sul.

Em sua 33ª edição, o evento ampliou o espaço da feira e trouxe novidades em áreas como gestão, prevenção de perdas e inteligência artificial, reforçando a proposta de conectar o setor a soluções tecnológicas e de mercado.

Segundo o presidente da Amas, Éder Luís de Oliveira, os primeiros dias receberam avaliação positiva, sobretudo pela presença de novas empresas e pela participação de empresários do interior do Estado. “Essa é a 33ª edição da Amas, e o primeiro dia foi muito bom. O pessoal surpreendeu na questão de estandes, houve um investimento muito maior e nós conseguimos trazer muitas empresas novas neste ano”, afirmou.

A tecnologia de inteligência artificial foi um dos principais temas da programação, com palestras e demonstrações voltadas para IA, gestão de categorias e prevenção de perdas. Para Éder, as ferramentas de IA já podem integrar diferentes operações dos supermercados, inclusive no monitoramento de processos. “A inteligência artificial hoje já consegue monitorar a operação de caixa, a passagem do produto, a operação do açougue. Já temos todo um sistema de monitoramento completo sendo trabalhado”, disse.

Inteligência artificial no varejo

Os exemplos citados pelo presidente mostram que a IA pode atuar em tempo real, analisando o fluxo de caixa, a movimentação de mercadorias nas prateleiras e até a operação do açougue, permitindo ajustes imediatos e redução de perdas.

Além da tecnologia, Éder destacou a tentativa de aproximar os empresários de Mato Grosso do Sul de soluções utilizadas em outros mercados, com atenção especial aos supermercadistas do interior. “A importância é conseguir trazer tudo que tem de novo a nível Brasil e até algumas coisas de fora, para o nosso pessoal aqui do estado. Alguns migram para fora, mas para os que ficam nós tentamos trazer essas alternativas.”

A organização ainda não divulgou projeção oficial para a edição, mas espera superar os R$ 70 milhões movimentados no ano passado, sinalizando um crescimento significativo nas transações entre fornecedores e compradores.

A programação também abordou assuntos que afetam diretamente o setor, como mudanças na legislação, reforma tributária, relações de trabalho e a transformação dos hábitos de consumo, oferecendo um panorama completo das tendências que moldam o varejo regional.

Novos produtos e embalagens

Entre os expositores, a Panan apresentou equipamentos e produtos de refrigeração para pequenos e grandes negócios. O fundador e proprietário Roberto Rech destacou a feira como espaço para lançar novidades e ampliar o contato com clientes: “A feira é uma oportunidade única de mostrar a nossa cara, o que estamos fazendo e os nossos lançamentos. Tem uma série de produtos aqui que são destaques e nós aproveitamos esse momento da feira para criar novas conexões e realizar bons negócios.”

O Grupo RFK trouxe ao mercado de bebidas o Cowboys, um drink alcoólico que combina chá, vodka e saquê. O CEO Márcio Mendes explicou: “Esse ano em específico, nós estamos trazendo o Cowboys, um chá alcoólico. É uma bebida que cresce demais nos Estados Unidos e nós trouxemos essa ideia para o Brasil. A receita consiste em um chá que mistura chá com vodka e saquê, e já é um grande sucesso.” A empresa também anunciou foco em cerca de seis produtos da linha Zero, que incluem energéticos e refrigerantes com fibras, e revelou planos de investir em cervejas saudáveis para o próximo ano.

A Central Embalagens exibiu soluções para diferentes segmentos do canal alimentar, destacando uma nova linha de limpeza profissional e o avanço de alternativas biodegradáveis e de papel, impulsionadas pelas mudanças no setor de delivery. O proprietário Caio Freitas comentou: “Agora no delivery você só vê o saquinho de papel, antigamente o normal era colocar o hambúrguer na hamburgueira de isopor, mas a nova crescente são as embalagens de papel.”

Na última jornada da feira, as atividades continuam à tarde e a exposição permanece aberta até as 22h, com palestras sobre gestão de categorias e inteligência artificial. O encontro reúne empresas, fornecedores e profissionais para apresentar soluções, lançamentos e tendências que já chegam ao cotidiano do varejo, reforçando a expectativa de negócios que ultrapassem a marca de R$ 70 milhões e impulsionem o setor no próximo ano.

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