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Trump acusa Brasil de falhar no combate a PCC e Comando Vermelho

Trump e Lula durante encontro na Malásia em 2025 - Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou formalmente que o governo brasileiro falhou em agir com rigor suficiente para combater o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). A acusação consta na determinação presidencial anual sobre os fluxos mundiais de entorpecentes, documento enviado ao Congresso americano.

Apesar da reprimenda enfática, o Brasil não foi incluído em nenhuma lista formal de sanções. O país também não integra o rol oficial de 23 países classificados pela legislação norte-americana como grandes produtores ou principais rotas de trânsito direto para os EUA. A menção ao Brasil ocorreu no corpo do texto em tom de cobrança política.

Relatório anual

O documento faz parte da prestação de contas que o Executivo norte-americano envia periodicamente aos parlamentares. O objetivo é respaldar as diretrizes de cooperação e o orçamento de segurança externa voltado ao ano fiscal de 2027. A avaliação de Trump destaca a necessidade urgente de medidas agressivas contra as organizações criminosas.

Na avaliação do presidente americano, essas organizações terroristas brasileiras transformaram o país em um centro para os fluxos globais de cocaína. Ele afirma que elas representam uma ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo. Por isso, defende que o governo brasileiro precisa confrontá-las e derrotá-las antes que se espalhem e cresçam.

Outros países na lista

Enquanto o Brasil recebeu críticas no plano político, outras quatro nações sofreram a reprovação legal mais severa da Casa Branca. Afeganistão, Birmânia, Bolívia e Colômbia foram acusadas de descumprimento comprovado de acordos internacionais no último ano. No caso dos vizinhos sul-americanos, porém, o governo norte-americano manteve a liberação de ajuda financeira.

Washington considera a cooperação mútua estratégica aos seus interesses. A Venezuela, por sua vez, deixou a lista de países reprovados. A exclusão ocorreu após a Casa Branca citar avanços em operações conjuntas recentes contra grupos criminosos locais. O relatório reforça a atenção de Washington sobre o cenário de segurança na América do Sul.

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