O candidato ao governo de Mato Grosso do Sul pelo Democracia Cristã (DC), Renato Gomes, conhecido como Economista Renato, apresentou um plano de governo focado em economia, transparência, saúde e segurança pública. As propostas foram detalhadas em entrevista à Massa FM, realizada nesta quinta-feira (17). Aos 40 anos e natural de Campo Grande, Renato disputa pela primeira vez um cargo eletivo. Ele afirma que a decisão de entrar na política surgiu da experiência profissional com empresas e empresários, motivada pelas dificuldades financeiras observadas em seus clientes.
Segundo o candidato, seu conhecimento em finanças públicas e economia internacional fundamenta suas propostas. Ele destaca a necessidade de uma gestão mais eficiente dos recursos estaduais para reverter o cenário de empobrecimento da população, mesmo com um estado considerado rico em potencial econômico.
Transparência e corte de gastos
Entre as principais medidas propostas está a ampliação dos mecanismos de transparência. Renato defende mudanças no Portal da Transparência e a divulgação direta dos custos de obras e serviços nos locais de execução. A proposta inclui a instalação de placas físicas ou digitais em rodovias, escolas, postos de saúde e hospitais. Essas placas informariam despesas, folha de pagamento e aquisição de materiais, permitindo o acompanhamento cidadão em tempo real.
O combate aos chamados supersalários também está entre as prioridades. O candidato afirma que servidores estaduais recebem valores superiores ao salário do governador e relaciona esses pagamentos a uma estimativa de R$ 2 bilhões. Ele propõe a revisão de benefícios fiscais concedidos pelo Estado, avaliando o retorno econômico e social antes de manter os incentivos. A ideia é analisar indicadores como geração de empregos e impacto na economia local para grandes empresas instaladas no território sul-mato-grossense.
Na área econômica, Renato defende a redução de impostos sobre o gás de cozinha, gasolina e cesta básica. Ele também propõe aumentar a produção de energia e ampliar a abertura de poços artesianos. O objetivo é buscar recursos por meio da revisão de despesas públicas e dos incentivos fiscais existentes. Renato afirma que o governo é rico e o estado é rico, mas o povo está empobrecendo, justificando a necessidade de uma nova abordagem fiscal.
Reforma tributária e infraestrutura
Questionado sobre a reforma tributária nacional, o candidato declarou que pretende pressionar pela revisão das mudanças aprovadas. Simultaneamente, ele defende investimentos em infraestrutura para ampliar a capacidade de atração de empresas e investimentos para Mato Grosso do Sul. As propostas incluem a expansão de ferrovias, geração de energia e projetos de biomassa, energia solar e hidrelétrica. Renato também afirmou que mobilizará a bancada federal do Estado para discutir alterações na legislação tributária que beneficiem a região.
No setor de saúde, o plano prevê que os primeiros 100 dias de governo sejam dedicados a um diagnóstico presencial da estrutura estadual. Isso inclui visitas aos hospitais regionais, além de medidas de fiscalização e auditoria em unidades e empresas que prestam serviços ao governo. Em relação à Santa Casa de Campo Grande, Renato defende a presença de um auditor indicado pelo governo para acompanhar as contas e os serviços prestados. Ele também planeja revisar o funcionamento dos hospitais regionais, citando como exemplo o Hospital Regional de Ponta Porã. Para o candidato, esses primeiros meses serão essenciais para resgatar a administração do estado.
Na segurança pública, as propostas incluem aumento de recursos, investimentos em tecnologia e mudanças na gestão das forças policiais. Renato sugere a implantação de tecnologia nas delegacias e a melhoria das condições de trabalho dos policiais e agentes penitenciários. Ele também propõe a criação de um banco comercial do governo estadual para auxiliar servidores no pagamento de dívidas. Outra ideia apresentada é a construção de uma “muralha digital” na faixa de fronteira, utilizando tecnologia e integração de informações para apoiar o combate ao crime organizado. O candidato mencionou episódios de apreensões de drogas e fugas de presos para questionar os mecanismos de controle atuais, defendendo o uso intensivo de dados e tecnologia para melhorar a atuação das polícias.







