O vereador Marco Silva utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Três Lagoas, na sessão desta terça-feira (15), para cobrar o reforço da fiscalização sobre a comercialização e o uso de cerol e linha chilena. A proposta tem caráter preventivo e busca evitar acidentes graves ou fatais causados por essas linhas cortantes.
Segundo o parlamentar, soltar pipas é uma atividade de lazer válida, especialmente quando acompanhada por responsáveis. No entanto, ele alertou que a aproximação do período de ventos mais fortes tende a aumentar a prática, elevando os riscos para a população.
“Se a gente pode evitar, a gente tem que fortalecer a fiscalização para que isso não ocorra em Três Lagoas”, afirmou Marco Silva. O vereador defendeu ações direcionadas tanto aos estabelecimentos que vendem os materiais quanto às situações de uso na via pública.
Controle do ruído urbano
Além das linhas cortantes, o vereador abordou o excesso de barulho provocado por veículos, principalmente motocicletas com escapamentos modificados. Ele destacou que já existem normas específicas que tratam da circulação de veículos com equipamentos irregulares.
Por isso, em vez de propor uma nova legislação, Marco Silva defendeu a intensificação da fiscalização pelos agentes públicos. “Muita gente, infelizmente, tem a utilização de moto com escapamento irregular, modificado para fazer barulho. A gente já tem legislação específica sobre isso. Então, a gente tem que realmente fiscalizar”, disse.
O parlamentar argumentou que o excesso de ruído interfere diretamente na rotina dos moradores, afetando principalmente trabalhadores que atuam em turnos e necessitam de descanso durante o dia. Ele ressaltou que, embora seja favorável às liberdades individuais, essas não podem resultar em prejuízos para terceiros.
Durante a discussão, o vereador também citou um projeto de lei em tramitação na Câmara relacionado aos fogos de artifício com estampido. A proposta trata da utilização, comercialização e manuseio desses artefatos e é discutida paralelamente às cobranças sobre escapamentos e linhas cortantes.
Para Marco Silva, quando a fiscalização existente não for suficiente, devem ser aplicadas as penalidades previstas na legislação vigente. A expectativa é que o reforço nas ações de controle reduza os incidentes e melhore a qualidade de vida na cidade.







