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Ana Castela condenada a pagar R$2 mil por acusação de criminoso

Ana Castela é natural de Sete Quedas - Foto: Reprodução/Redes Sociais

A cantora sul-mato-grossense Ana Castela foi condenada a pagar R$ 2.000,00 a Dalton de Oliveira Rodrigues Vieira, por danos morais decorrentes de um post no Instagram em que o artista foi chamado de “criminoso”. A decisão foi proferida pela Vara Única da Comarca de Bananal, interior de São Paulo, em 2026.

O episódio que originou a polêmica aconteceu em agosto de 2025, quando um cavalo foi vítima de maus‑tratos durante uma cavalgada. Ana publicou uma foto de Dalton, acusando-o de ter filmado a cena e de ter debochado o animal ferido. Dalton alegou que a postagem gerou ataques online, abalo emocional e prejuízos diretos em sua rotina profissional.

Processo e reivindicações

Em fevereiro de 2026, Dalton entrou com ação civil contra a cantora, pleiteando mais de R$ 700.000,00 por danos morais, R$ 61.000,00 pelos lucros cessantes e uma retratação pública em seu perfil. Ele afirmou que nunca incentivou nem agrediu o cavalo e que participou da investigação policial apenas como testemunha. O agressor do animal, Andrey Guilherme Nogueira de Queiroz, foi identificado e condenado na esfera criminal.

O juiz analisou que Dalton contribuiu para a circulação do episódio, reconhecendo parcela de culpa de ambos os lados. Contudo, considerou que Ana excedeu os limites ao rotular o jovem como criminoso e imputar-lhe um crime de forma indevida. Por isso, a Justiça negou o pagamento de lucros cessantes, descartou a obrigação de pedido público de desculpas e fixou a reparação em R$ 2.000,00.

A empresa Boiadeira Music, que figurava no processo, foi retirada do caso por não ter participado da postagem. A decisão cabe recurso, e o processo permanece em fase de execução. Dalton pode recorrer da sentença, enquanto a cantora deverá cumprir a ordem de pagamento.

O caso reflete a sensibilidade das redes sociais em torno de acusações públicas e a responsabilidade civil de celebridades ao fazer declarações que possam ferir a reputação de terceiros. A decisão demonstra que a Justiça pode reconhecer culpa parcial e limitar a indenização quando a acusação não tem respaldo probatório.

A decisão também destaca que a Justiça avaliou a ausência de provas de que Dalton tenha incentivado o mau tratamento, limitando a responsabilidade da cantora ao uso de linguagem ofensiva.

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